ISSN: 2329-9096
Molly Clark
Lesões cerebrais traumáticas (TCE) na população pediátrica são significativas e têm efeitos variáveis em domínios como cognição e comportamento. A reabilitação precoce está associada a melhorias significativas tanto na população pediátrica quanto na adulta. Devido a diretrizes clínicas pouco claras, muitas vezes há encaminhamentos perdidos/atrasados para reabilitação, o que significa uma oportunidade perdida de envolver o paciente em um estágio mais precoce. Este estudo analisou crianças entre 0 e 18 anos no momento da lesão, que foram internadas no Royal Children's Hospital (RCH) para um novo TCE. Os resultados foram puramente descritivos e avaliaram variáveis entre pacientes encaminhados e não encaminhados. Quarenta e um pacientes não tiveram encaminhamentos para reabilitação hospitalar e trinta e cinco pacientes tiveram encaminhamentos. Os resultados também mostraram que, daqueles que foram encaminhados, todos, exceto dois, tinham um encaminhamento registrado. Também houve inconsistências naqueles que foram encaminhados em termos de gravidade e mecanismo da lesão. Os resultados mostraram que há inconsistências no encaminhamento, com mais de 50% dos pacientes que eram elegíveis saindo sem encaminhamento. É evidente que são necessárias mais pesquisas sobre as causas específicas desses atrasos para permitir o envolvimento mais precoce dessas crianças com TCE.